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08 de Junho de 2018

Mulheres falam inglês melhor que os homens? Será?

O resultado do Índice de Proficiência em Inglês da EF apontou que mulheres falam inglês melhor que os homens.

O índice que avalia a proficiência em inglês entre adultos de todo o mundo classificou 80 países e territórios, com base em dados de testes de mais de 1 milhão de pessoas que realizaram o EF Standard English Test (EF SET). O resultado apontou que as mulheres falam melhor inglês do que os homens.

O EF SET é um teste de inglês on-line que mede as habilidades de leitura e compreensão auditiva. O teste é padronizado e foi projetado para classificar as habilidades linguísticas dos participantes em um dos seis níveis estabelecidos pelo CEFR (Common European Framework of Reference).

Na maioria dos países estudados, as mulheres apresentaram um nível de educação superior à da população masculina. Isso se deve a maior probabilidade de mulheres concluírem o ensino médio e de frequentarem uma universidade.

As sociedades com papéis sociais de gênero mais evoluídos apresentaram uma forte correlação entre a proficiência em inglês e a porcentagem de mulheres adultas empregadas em trabalhos não agrícolas.

Até hoje todas as edições do EF relataram que as mulheres falam inglês melhor do que os homens, tanto em nível mundial como em quase todos os países, independentemente da região, da riqueza ou da proficiência geral em inglês.

 

Confira alguns dados da pesquisa: 

 

 

Então, o gênero define nossa capacidade de aprender uma nova língua?

 

Na verdade, o que determina uma maior facilidade ou não no aprendizado do inglês é o ambiente social e cultural que nos cerca e o uso de diferentes métodos de aprendizagem.

Estudos norte-americanos indicam que no processo de aquisição de línguas, os homens fazem mais uso do hemisfério esquerdo de seu cérebro (área relacionada ao processo linguístico), enquanto as mulheres utilizam os dois hemisférios, realizando mais conexões cerebrais.  

A principal diferença apontada nas pesquisas está na estratégia de estudo: as mulheres utilizam diversos recursos de aprendizagem, como a leitura e a escrita, exercitando tanto o vocabulário, quanto a pronúncia. Por outro lado, os homens utilizam com mais frequência apenas uma das estratégias. 

Nessa perspectiva, o método ESL (English as a Second Language) é apontado como o mais eficaz para ambos os gêneros, pois o aluno é envolvido pelo idioma e aprende através do contato direto com a língua. Turmas reduzidas (com no máximo 8 alunos), também influenciam na performance do aluno, devido à maior atenção oferecida pelos professores.

O respeito ao ritmo de desenvolvimento dos alunos, com exercícios em multiplataformas, eventos temáticos, filmes, eventos musicais, culturais, culinários e até workshops, auxiliam na evolução gradativa. Além disso, um ambiente descontraído e com atividades estimulantes tornam o aprendizado ainda mais divertido.