Músicas

05 de Julho de 2018

As 13 razões de você não falar inglês #3

Além de fatores como o medo e a vergonha, existe uma terceira razão de você não falar inglês. Descubra agora:

#3 - Negatividade

Você sabia que fatores afetivos tais como a autoestima, motivação e ansiedade podem interferir no processo de aprendizagem da língua inglesa, seja positivamente ou negativamente?

Existem vários estudos realizados com o propósito de investigar os fatores afetivos que se apresentam no processo de ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira. Os resultados têm apontado para uma variação no grau de autoestima dos alunos, da motivação, das crenças, e do alto nível de ansiedade experimentado pela maioria dos estudantes.

Nesse contexto, é comum que alguns alunos adotem uma postura negativa em relação ao aprendizado de línguas. Pensamentos negativos são o primeiro gatilho para essa conduta que tanto atrapalha: “Eu não sei nem Português direito, como vou aprender inglês?”, “Eu já estou muito velho para isso”, “Não tenho tempo para estudar” e “Inglês é muito difícil” são os pensamentos que mais distanciam os estudantes da fluência.

Mas, pesquisas neurobiológicas têm apontado que o desenvolvimento da inteligência está intimamente ligado ao desenvolvimento da afetividade. E vários fatores como influência de um ambiente propício podem auxiliar os estudantes na aquisição de diferentes habilidades na língua, tais como a pronúncia, a correção de erros, a fluência oral e escrita, e a relação entre a autoestima, a ansiedade e a motivação.

A seguir explicaremos cada uma delas para que você possa abandonar de vez os pensamentos negativos que desviam o aprendizado do inglês:

 

Ansiedade

 

A aprendizagem de uma língua estrangeira pode ser um processo gerador de muita ansiedade para os alunos, e a sala de aula é um local bastante propício a isso, pois é nela que o estudante é submetido a correções e avaliações.

Essa atmosfera pode trazer sentimentos de apreensão, desconforto, frustração, tensão e incapacidade, sintomas quase sempre ligados à ansiedade. E dependendo do nível em que o aluno se encontra, pode se sentir mais ou menos constrangido em cometer erros.

A ansiedade do estudante também pode ser aumentada conforme a interação entre o professor e o aluno. O consenso indica que uma forma severa de corrigir erros ou mesmo uma forma desconfortante de lidar com eles provoca ainda mais ansiedade do aluno.

 

Autoestima

 

A autoestima, quando plenamente realizada, é a vivência de que somos adequados para a vida e suas exigências. No caso do aprendizado de uma segunda língua, a exigência da vida é o domínio da língua inglesa, no qual o aluno demonstra o seu grau de adequação.

A autoestima é uma atitude de aprovação ou reprovação que o indivíduo tem com relação a si mesmo e demonstra o quanto ele acredita ser capaz, importante, bem-sucedido e digno de sucesso.

O que podemos concluir a respeito da autoestima dos alunos de línguas é que, na maioria das vezes, ela é muito baixa: eles não têm segurança para demonstrar seu desenvolvimento, pois passaram a vida inteira sendo submetidos à correção dos professores.

 

Motivação

 

A motivação refere-se a impulsos internos ou a desejos em relação a um objetivo e pode ter como fontes a própria atividade aprendizagem, o sucesso experimentado pelo aluno, traços de personalidade, recompensas, entre outros.

A maioria dos estudantes possui uma motivação instrumental, que é aquela que leva o aluno a aprender uma segunda língua devido a uma razão funcional, como a conquista de um emprego, uma promoção, a admissão em um curso de pós-graduação, ou um intercâmbio.

Esse fenômeno é psicológico e as diferenças e aspirações individuais de cada aluno desempenham papel fundamental. Ela pode ser vista como um estado de atividade emocional e cognitiva que gera atos conscientes e que promove um período de esforço intelectual e/ou físico para atingir objetivo(s) preestabelecido(s).

 

Crenças

 

As crenças são convicções mantidas pelas pessoas, mas que não são necessariamente comprovadas. Já no contexto de ensino/aprendizagem de línguas, o termo crenças pode designar opiniões e ideias que alunos têm a respeito dos processos de ensino e aprendizagem de línguas.

São algumas dessas convicções: “Para se aprender uma língua estrangeira é preciso, em primeiro lugar, gostar da nova língua”, “Algumas pessoas têm mais facilidade para aprender línguas do que outras”, “Quem escreve bem em português tem facilidade para escrever bem em inglês”, “Quanto mais novo o aluno, maior a facilidade”, entre outras.

Os alunos possuem crenças variadas sobre a aprendizagem de línguas estrangeiras e elas podem incentivá-los positivamente, proporcionando aprendizagem bem-sucedida; ou negativamente, inibindo a aprendizagem.

 

Xô, negatividade!

 

Para espantar a ansiedade, os pensamentos negativos, as crenças sem sentido, e desenvolver a sua autoestima e motivação, seguem alguns axiomas:

1.      Sem motivação não há aprendizagem;

2.      Os motivos geram novos motivos;

3.      O êxito na aprendizagem reforça a motivação;

4.      A motivação é condição necessária, porém, não suficiente.

5.      Atenção, esforço e reflexão;

6.      Autodisciplina, para realizar os estudos e cumprir as tarefas exigidas;

7.      Perseverança nos estudos e nos trabalhos realizados, até adquirir o domínio da matéria de estudo em termos de utilidade real para a vida.

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