Séries e Filmes

14 de Outubro de 2019

6 lições que aprendemos com One Day At a Time

One Day At a Time é mais do que uma série de comédia: É uma filosofia de vida

One Day At a Time. É sobre isso que queremos falar com você no dia de hoje. Trata-se de uma das séries de comédia mais interessantes e responsáveis de todos os tempos. Depois de três temporadas, a série acabou sendo cancelada pela Netflix mas, felizmente, foi resgatada pelo canal Pop TV (ainda não disponível no Brasil). 

Mas, não é sobre o cancelamento ou não da série que nós viemos falar com você hoje. 

One Day At a Time é mais do que uma série, mais do que uma sitcom. É uma filosofia de vida. E isso não é um mero depoimento de um fã, não. A série nos ensina muito à cada episódio, além de nos proporcionar momentos de risada como uma boa sitcom. 

Além disso, é uma ótima opção de série para aprender inglês. Isso porque os episódios duram em média entre 20 e 30 minutos, proporcionando que você assista cada episódio pelo menos três vezes para absorver o idioma, sendo a primeira vez com legendas em português, a segunda com legendas em inglês e a terceira vez sem legendas.

Mas, sem mais delongas, hoje nós queremos falar com você sobre as coisas que nós aprendemos com One Day At a Time. E, se você não sabe do que a série se trata, nós explicamos, mas atenção: esse artigo contém spoilers! 

A série (que é uma adaptação de um seriado de mesmo nome dos anos 1970 que não deu muito certo) conta a história de uma família americana com raízes latinas, mais especificamente cubanas, composta por uma mãe recém- divorciada e ex-militar, Penélope, que precisa se desdobrar para criar sua filha adolescente Elena e seu filho mais novo, Alex. Felizmente, ela tem a ajuda de sua mãe, a senhora Lydia, uma cubana super conservadora e divertida e Schneider, um playboy americano dono do prédio onde a família mora. 

1) Saúde mental não é brincadeira 

Doenças mentais como ansiedade e depressão ainda são um tabu na sociedade, mas a série consegue falar sobre isso muito bem. Na série, a personagem Penélope, acaba desenvolvendo ansiedade e depressão durante seu período como militar, e se torna dependente de antidepressivos para seguir sua vida normalmente. 

Com uma delicadeza excepcional, a série lida com isso de uma maneira que toca o espectador de um jeito muito forte e nos faz entender que, de fato, saúde mental não é brincadeira e que precisamos lidar com isso. É normal não estar tudo bem, mas não é normal ignorar doenças como depressão. É isso o que mais chama atenção na série: deixa claro que está tudo bem procurar ajuda para melhorar, seja ela qual for. 


2) Tudo fica mais fácil quando temos a família por perto 

A série levanta muito bem a questão da comunidade LGBTQ. Durante a primeira temporada, a personagem Elena acaba se entendendo como lésbica e passa por algumas confusões internas e problemas para se assumir para a família. E sua avó, Lydia, mesmo sendo uma mulher conservadora, entende que a neta continua sendo a mesma pessoa que era antes de assumir sua sexualidade. 

Esse é um dos melhores momentos da série, e mostra que o amor da família (e amigos) sempre torna tudo mais fácil. Mesmo que a vida seja difícil, saber que você tem com quem contar e pessoas que te amam por perto torna as coisas menos complicadas. 


3) Não há mais espaço para machismo na TV 

Durante muito tempo, fomos bombardeados de produções cinematográficas e seriados exalando machismo, muito por conta da época e da falta de debate sobre o assunto. Em One Day At a Time, é bem marcado o debate sobre questões como essa que convidam o telespectador a refletir junto aos personagens. Como por exemplo, quando cita e debate a questão da desigualdade salarial entre homens e mulheres. 

A série vem para dar um recado: não há (ou ao menos não deveria haver) mais espaço para machismo e preconceito na TV. 

4) Você não precisa de outras pessoas para se sentir feliz e completo 

One Day At a Time nos ensina que não precisamos de alguém para nos sentirmos felizes e completos. Penélope, após se divorciar, sempre foi assombrada pela ideia de que ela precisava ter um novo namorado ou se casar novamente. Felizmente, na terceira temporada ela finalmente aceita e entende que não precisa de um parceiro para ser feliz.  

5) A vida de um imigrante não é nada fácil 

Talvez a gente não pare para pensar em questões de imigração tanto quanto deveríamos. A série nos faz refletir sobre imigração de uma forma muito delicada e sensível, trazendo a história de Lydia e como ela precisou deixar tudo o que conhecia para trás para buscar uma vida melhor nos Estados Unidos. 

Não é fácil deixar seu país, sua casa, família, rotina e ir para um lugar diferente tentar recomeçar. Existem dificuldades financeiras, preconceitos, enfim… É muita barra. 

6) Assuntos, por mais polêmicos que sejam, devem ser debatidos 

Pelos tópicos anteriores, você já deve ter percebido que a série não tem medo de debater e inserir na trama assuntos polêmicos e importantes, indo contra diversas outras produções que estamos acostumados a assistir. A gente acaba refletindo sobre alcoolismo, sexualidade, doenças mentais, uso de drogas, imigração, entre diversas outras questões. E isso é uma questão bem marcante na história da série: nós precisamos debater esses assuntos para viver melhor em sociedade. 

Bom, por hoje é só. Não esqueça de assistir (ou reassistir) a série para aprender inglês e exercitar seus conhecimentos em relação ao idioma. E, ahhh, o que você achou? Aprendeu mais alguma coisa com a série que nós não citamos aqui? Conta pra gente nos comentários!